quinta-feira, 19 de outubro de 2017

DIVAGANDO, divagarinho…


DIVAGANDO, divagarinho…

No caso dos nossos leitores terem lido as minhas referências às 1ª e 2ª fases da remodelação na casa onde existem  os BAIXATOLAs, e para não julgarem que se trata de mais uma “obra de Stª. Engrácia” aqui vai a 3ª e última parte.

Lamentávelmente conclui-se que a conclusão não foi concluída, por faltar ainda, pagar uma parte obra.

E porque sim? Porque após diversas tentativas fracassadas continuo a aguardar que o homem dos alumínios* me diga o valor a pagar pelo material que instalou na minha ausência. O meu irmão é seu amigo "estava assim combinado" foi Ele quem mo indicou, lhe abriu a porta e tomou conta da ocorrência.
O engraçado é que continuo à espera ainda do Orçamento que lhe pedi,
para depois escolher a quem encomendar a obra.

À primeira vista até parece vigarice, fazendo lembrar um tal cretino e Corrupto que tem "o amigo" que paga tudo...
Mas como não...a última vez que o vi o Senhor "e porque está tudo nus conforme" pedi-lhe  que faça um intervalo merecido “anda agora assoberbado, com trabalhos na França” e me diga o valor. No caso de eu um dia falecer, não quero que por causa disso, vá mijar na minha campa chamando-me caloteiro.

Para assinalar o facto da obra ter quase** “findado” e numa feliz coincidência, apresentei-me acompanhado do meu Irmão na Tasca do Pisca-Pisca nos arredores de Vila Nova de Famalicão, afim de levarmos a cabo uma ingrata missão: Ajudar um grupo de amigos a dizimar um big-tacho de massinha de pombos bravos, na  companhia de uma boa pomada, verde tinto carrascão.

(O casamento do Queijo com a Marmelada conheço, comi e gosto. Mas desconhecia este improvável e tão saboroso, da: Massinha/Pombo bravo)

A páginas tantas constatei que o vizinho da cadeira do lado, era o benfeitor que ofereceu os pombos, e que tinha entre mãos uma missão quase impossível. Nada mais que “para fazer nova comezaina” retirar ¼ do grande javali que tem congelado numa arca, sem o descongelar. Várias sugestões foram aparecendo já que o animal está empedernido, como a utilização de serras de fita ou de disco, tico-ticos, serrotes vulgares ou de arco, máquina de cortar sebes, moto-serras, etc etc. Confesso que “recordando a minha especialidade na guerra” estive quase para sugerir que um belo petardo de trótil no seu interior solucionaria o problema.

*****
Cada vez que me desloco a Famalicão, verifico que a Tasca do Pisca-Pisca continua a ser uma das boas opções da rapaziada, tendo em conta a relação preço/qualidade bem como, variedade e simpatia.

Reparei desta vez, que o cardápio do dia pendurado na parede, não era tão famoso assim, conforme se verifica na foto que tirei

Porque já moro há bastante tempo no sul, reparei sem querer no nome do antepenúltimo prato da lista, que aqui “na terra dos mouros” se traduz em Meia-desfeita de bacalhau. Este "petisco" faz-me sempre lembrar o meu malogrado colega e amigo, Sotero Correia.


Foi um Preparador de Trabalho da Siderurgia durante anos e nos últimos Técnico Industrial tal como eu. Foi sem sombra de dúvidas um dos técnicos mais competentes que conheci até hoje.

O Sotero além do seu trabalho, também era super-habilidoso e gostava de se aventurar noutras profissões. Recordo-me de uma das minhas visitas a sua casa, para ver “in loco” a sua habilidade na carpintaria. Verifiquei que o móvel da sala de estar, toda a mobília do quarto bem até o Aquário do móvel do bar "tudo construído por Ele" estavam com uma perfeição e acabamento irrepreensíveis.


Mas coisas eléctricas, não eram bem a sua praia.

Na tarde que electrificou o móvel de sala mesmo depois de Eu lhe dar umas dicas, não entendia o porquê das lâmpadas não darem luz suficiente. Pensou em desistir da luz indirecta ou trocar as lâmpadas por outras mais fortes.

“Obrigou-me” assim a uma nova deslocação a sua casa, onde constatei o óbvio. Tal como previra o amigo Sotero tinha ligado as lâmpadas em série.
(Outra vez ia morrendo de susto ao ver a sua recente aquisição deitar fumo)
Mas, Eu conto:

O Sotero tinha comprado há dias uma bela aparelhagem de som. Exactamente, um  Concertino da Telefunken. Um compacto acabado de chegar às montras e do qual muito se orgulhava.



Quando o instalou, introduziu na rectaguarda os cabos da antena e das colunas, e reparou na existência de uma ficha estranha por baixo de um símbolo que desconhecia.

Sabendo do meu gosto por “electrónicas” perguntou-me se conhecia tal símbolo. Exacto: pelo símbolo, trata-se de uma ficha DIN fêmea para ligares um microfone.

Para o confirmar, prontifiquei-me a emprestar-lhe o micro do meu gravador, que hoje se encontra no BAIXATOLA’s BAR.

Na manhã do dia seguinte emprestei-lhe o dito, mas de imediato o quis recusar porque reparou na marca do mesmo.
Não queria ligar um microfone Grundig à sua nova e linda aparelhagem Telefunken. Disse-lhe que não interessava a marca mas sim a ficha, no entanto a dúvida ficou.
Como morava perto do trabalho, foi almoçar a casa e logo quis fazer o teste.

Ao retomar o trabalho, para minha surpresa quase me insultou devolvendo o micro.

Explicou que apreensivo, desviou a aparelhagem para ligar o micro. Depois de ligado, colocou-a na posição ideal e de seguida à sua frente contou… 1-2-3 experiências. Incrédulo, reparou que da traseira saía fumo e de repente puxou o fio, ficando com o microfone na mão.

Estava agora com o credo na boca e em pulgas para chegar de novo a casa, para ver os estragos de tal manobra.

Recordo que reagi com um
“É impossível, não acredito. Deves ter feito algo errado”

No dia seguinte deu-me um Abraço e pediu desculpas.

Tens razão pá, era a merda do cigarro no cinzeiro que ficou lá atrás da aparelhagem.
Isso quer dizer que queres testar de novo, certo? Mentira, fica assim mesmo, obrigado.

Nas confraternizações o amigo Sotero desinibia-se com alguma facilidade. Lembro-o agarrado a um violão já sem cordas, acompanhando um colega “também desinibido” que cantarolava um fado.
Passava os dedos e cantava baixinho… Plam plam, plam plam.

Voltando ao cardápio do Pisca-Pisca:

O Sotero contou que certo dia, satisfez a vontade a um subordinado da Siderurgia “oriundo do Minho”, que há muito tempo insistia para que fosse lá a casa.



Esse dia chegou. Quando entrou na casa, foi-lhe apresentado a Esposa “Minhota também” que após lhe pendurar o casaco os deixou sós na amena cavaqueira. Recostados no sofá foram conversando até que o subordinado simpaticamente falou alto e bom som para a esposa, que estaria nas lides da cozinha.

Ó “Maria” arranja aí qualquer coisa que se coma aqui para o Sr. Sotero.
Uns minutos passaram e falou de novo: ENTÃO?.

Após tão esclarecedora pergunta, a Esposa surgiu limpando as mãos ao avental dizendo. Ó marido fui apanhada desprevenida… sinceramente não sei o que fazer. Ao que responderam:
Qualquer coisa.

Pouco tempo depois de novo na cozinha, falou alto:

Ó Marido, pergunta ao Senhor se quer que eu lhe faça uma Punheta.

O Sotero ignorando o significado da palavra naquele contexto, contou-me: Naquele instante quase me enterrei sofá adentro.

Tudo muito natural, mas quando o subordinado reparou no ar incrédulo do Sotero, apressou-se a esclarecer…

Calma chefe: Punheta é uma meia desfeita como vocês aqui dizem.

O Sotero numa expressão quase de alívio só disse… Sim sim, Eu sei.

Envergonhado, quis que tudo terminasse para desaparecer sem deixar rasto.

Que pensariam, subordinado e esposa, se pensassem o que ele pensou?.

A língua portuguesa é muito traiçoeira…


(*) - No regresso da deslocação que fiz à fábrica de alumínios para uma vez mais saber o valor a pagar, dei uma volta por lugares onde passei a minha infância, e reparei que o Armazém estava em ruínas. Era assim chamado este estabelecimento, onde durante muitos anos, existiu de tudo e a granel. Desde ferros e ferragens, petróleos e gasolinas, tijolos e cimentos, adubos e sulfatos, enfim quase tudo, incluindo até, caixões.
Recordo-me na companhia do meu amigo Zéca fazendo ao longo dos anos “carradas” de argolas para poços ou quando “supervisionado pelo funcionário” ajudava a decorar caixões com florinhas de cetim próprias para o efeito.

Como se costuma dizer: Era pobre e mal agradecido. O senhor “que já não recordo o nome” ralhava quase sempre quando descobria que Eu almofadava exageradamente o interior dos caixões para que os defuntos fossem comodamente deitados e não terem razão de queixa da sua última viagem.

(**) - Uma nova oportunidade para se fazer no Pisca-Pisca, a recepção definitiva.


Durante toda esta estadia em Vila Nova de Famalicão, inteirei-me do estado de saúde da Fátima "Esposa do nosso 1º Cabo Mário Ribeiro" e pelo que sei, as 4 costelas partidas -felizmente- já passaram ao esquecimento.

sábado, 14 de outubro de 2017

Pessoal. Vamos "DESENFERRUJAR" as pernas?

CAMARADA
Tiveste azar;
Ao tomares conhecimento deste evento, não poderás continuar a dizer, que estás trôpego por falta de oportunidade ou motivação.
Aproveita agora.

Se o dia escolhido, fosse sete dias antes (15 de Outubro) festejava alegremente nesse dia, os 21 anos, que tinha os meus 50. Se necessário até, de mochila às costas.
Assim sendo... Nada feito!
 


























quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O "ROUBO DE TANCOS"

ROUBO NOS PAIÓIS



Ao ouvir num canal televisivo,
dois ex-capitães de Abril (Sousa e Castro e Vasco Lourenço)
dizer o que julgavam acerca do tão badalado
Roubo de Tancos

lembrei-me de alguns factos que constatei na Siderurgia Nacional do Seixal "Empresa onde trabalhei" e que descrevo, porque acho que podem ajudar a entender o pensamento dos referidos.

Recordo que nos Armazéns da Siderurgia Nacional após os balcões de atendimento, como é normal em todos os Armazéns de Materiais, era estritamente proibida a entrada da generalidade dos trabalhadores.
Só a eles tinham acesso os Fiéis de serviço, excepto como é óbvio, casos pontuais*.

Se o Fiel de Armazém estivesse ausente do balcão, os trabalhadores aguardavam a sua presença após tocarem a campainha de chamada, existente para o efeito.

Portadores das respectivas requisições de materiais (devidamente autorizadas pelas chefias que já tinham confirmado nos livros, a existência dos mesmos) eram entregues aos Fiéis de serviço, que por vezes desapareciam nos emaranhados corredores e mais corredores prateleiras e mais prateleiras, quase sempre (fazendo lembrar o paciente "impaciente" num consultório) resignadamente e ao fim de um bom tempo de espera, lá surgiam com o material requisitado.

Certos materiais eram guardados a sete chaves por serem bastante cobiçados, considerados
 "uma tentação"

Eram os de uso mais comum ou de maior valor monetário, tais como entre muitos:
as vulgares e tradicionais pilhas, os tinteiros das impressoras a cores, as folhas de papel fotográfico, marcadores edding 3000, pequenos acessórios em materiais mais valiosos, exemplo das varetas de cobre electrolítico puro (Material de que também são feitas a grande maioria das pontas dos bons ferros de soldar, um autêntico ouro em qualquer sucateiro), outros em "prata pura" como as membranas das válvulas do cloro, das válvulas de segurança do Nitrogénio, etc etc.

Outros existiam não tão cobiçados, cuja existência nas prateleiras algumas vezes pouco ou nada tinham a ver com a quantidade registada nos livros.

Eram os casos das Correias trapezoidais pequenas, com dimensões iguais às usadas nos automóveis da rapaziada. Das lâmpadas fluorescentes de tamanhos mais correntes em uso nas casas de qualquer um, dos super-conhecidos acessórios galvanizados de 1", de 3/4" ou de 1/2" polegada, do cartão hidráulico de espessura ideal para fazer as juntas dos motores nos carros, as bobines de fio de cobre para bobinagens, etc etc.

Em quase todos os armazéns Sectoriais mais ainda no Geral, estes materiais “sem justificação aparente” tinham por vezes a existência bastante inferior ao devido.
Contrariamente ao que acontece em qualquer “boteco” aqui era impossível na altura da rendição conferir o material existente, que eram aos milhares de artigos.

 Os Fiéis de Armazém baseados na responsabilidade e confiança, assumiam com naturalidade o seu turno, ignorando se o colega anterior por engano ou por ter DESENRASCADO UM AMIGO, alterou aquilo que o computador central irá imprimir baseado nas saídas "justificadas" na próxima atualização dos livros de existências.

Nos largos anos que lá trabalhei, não foram raras as vezes que ouvi um Fiel dizer a alguém: 
Oi camarada. Para Me desenrascares Não TE importas de levar menos quantidade, do que aquela aqui pedida?

Cheguei mesmo a ouvir:
NÃO HÁ MEIO DE HAVER UM BENDITO ASSALTO, PARA AS EXISTÊNCIAS SEREM ACERTADAS.

Ora aqui estava "há cerca de 20 anos" a ideia e uma maneira simples,
de resolver o problema

Eis agora o que à posteriori estes dois Ex-Capitães escreveram:

Um artigo do coronel Sousa e Castro.

E SE EM TANCOS NÃO TIVESSE HAVIDO, NEM ASSALTO, NEM ROUBO NEM FURTO.?
(divagações de um cidadão, num domingo invernoso em pleno verão)

Deixemos o pequeno buraco na rede da cerca do quartel e o arrombamento sem violência da porta do paiol como peças para finalizarmos o puzzle que nos “atormenta”.

1 – Todo o material em falta é material perecível, isto é, não existe uma única espingarda, metralhadora, revólver canhão ou lança mísseis no rol das faltas. Nem sequer um cinturão ou qualquer outra peça do fardamento e equipamento.
Por outras palavras, e clarificando, perecível quer dizer que todo este material em falta, era e sempre foi usado em exercícios militares de rotina ou imprevistos e gasto ali mesmo devendo em bom rigor ser abatido à carga, do paiol ou armazém onde foi requisitado logo após cada exercício.

Era esta prática corrente e usual na tropa do meu tempo. Mas também havia graduados, oficiais, que muitas vezes passavam por cima das dotações estipuladas para cada exercício e descartavam os “resmungos” dos subordinados responsáveis pelo municiamento abusivo extra, com dichotes e palavrões. O resultado era, quem tinha requisitado o material excedido no exercício não o abater e depois, raciocínio comum à época, “logo se veria”.

2 – Para esclarecer cabalmente a natureza “perecível” do material em falta é necessário desmi
stificar a forma ignorante com que muitos, e até alguns experts, quer em jornais quer nas TV´s, induziram na população, a ideia que o material em falta incluía armamento e mais grave mísseis.
Desmontemos pois esta cabala para podermos prosseguir.
a ) Da lista oficial de faltas consta uma munição, impropriamente chamada pelos tais experts, de lança míssil ou míssil, mas que se resume a uma granada anti tanque, lançada de um tubo articulado que após o lançamento é descartável e não reutilizável , tal como acontece com o cartucho que contém a pólvora que provoca a saída duma bala. Tão simples como isto.

Na verdade é uma arma que só pode ser utilizada uma vez, tal como qualquer granada.
Para quem se interessa por estas coisas trata-se de um filhote dos panzerfaust nazis, que até uma criança podia lançar.

Acresce que esta arma, cuja sigla é LAW ( Lhigt anti-armor weapon) foi retirada do serviço em 1983, portanto há TRINTA E QUATRO ANOS e o seu fabrico descontinuado como agora se diz. Com o ridículo alcance de 200 metros e sem sistemas de guiamento autónomos foi naturalmente substituída por misseis de muito maior alcance, guiados por fio ou wireless através de lançadores esses sim, sistemas não descartáveis e de grande valor bélico e financeiro, como o míssil TOW ou o MILAN.

Presumo até que se alguém quisesse negociar no mercado internacional esta arma, não só não teria êxito, como seria alvo de chacota, incluindo dos rapazes do DAESH que estão armados até aos dentes com o armamento mais moderno que há.

Estando em uso no Exército anos e anos a fio fácil é admitir que toda a gente se estaria ca….. como se diz na gíria militar para o seu consumo excessivo e para o acerto das cargas.
b) Todos os outros materiais em falta eram e são obviamente utilizados e consumidos integralmente em exercícios de treino.
3 – Antes de fechar o puzzle uma pergunta que julgo ser a pertinente face ao acontecimento:
- Se havia paióis na zona, vizinhos do “violado”, com certeza com armas sofisticadas, incluindo os tais misseis TOW e MILAN, além de armamento de infantaria pelo menos com valor militar actual, porque foram os hipotéticos assaltantes abrir a porta do paiol com fraco valor.

Não é por acaso que o comentário do secretário geral da NATO a este desaparecimento de material foi a consideração da sua irrelevância.
4 – Acabemos agora o puzzle juntando as ridículas circunstância do pseudo roubo. O buraco na rede e o arrombamento discreto.

Coisa fácil de fazer para quem, acossado pela iminência da entrega do espólio e da prestação de contas das existências tenha sido impelido a optar pela diversão naif.

Boa sorte aos investigadores da PJ e PJM
Do Coronel Vasco Lourenço…

FURTO DE MATERIAL DE GUERRA EM TANCOS

Em primeiro lugar, esclareço a opção por “furto” e não “roubo” ou, muito menos “assalto”.
Opto por furto, pois para haver roubo é necessário que haja violência no furto e só com violência específica é que passa a haver um assalto. Ora o que nós temos pela frente é um simples desaparecimento de material, sem qualquer evidência de violência no facto.

O presumível buraco na rede de protecção não passa disso mesmo, um simples buraco, e não convence ninguém de que não foi posto apenas para disfarçar.

Por isso, a história está, de facto, muito mal contada e é urgente que a vontade expressa pelo Presidente da República se concretize: esclarecer tudo, rapidamente, doa a quem doer!
Nesse esclarecimento, há que dar respostas a questões que se colocam, vindas de diversos quadrantes:
·         Quando se deu o desaparecimento do material?
·         Como desapareceu? Todo de uma vez ou, como muitos opinam, por várias vezes e durante um espaço concreto de tempo? E, neste caso, durante quanto tempo durou o desaparecimento do material?
·         Hipótese mais grave ainda, o material desaparecido chegou a entrar nos paióis ou foi apenas acrescentado à carga dos mesmos?
·         Nestas duas hipóteses, do desaparecimento por várias vezes ou do simples aditamento à carga, de quem foi a responsabilidade da operação, desde o desaparecimento à decisão de acertar as cargas do paiol?
·         No caso de um furto de uma só vez, como foi transportado o material?
Haverá outras questões a necessitar de resposta, mas estas impõem-se desde já para se compreender toda a trama do “assalto aos paióis de Tancos”....

(Mais havia para colocar, mas por ser extenso ficamos por aqui.)

E termina dizendo:
.... É que essas Forças Armadas são demasiado importantes para Portugal, para que permitamos que alguém brinque com elas! Isto, acreditando, como acreditamos, que as mesmas continuem patrióticas e a ser o principal sustentáculo do regime democrático em Portugal!
Por mim, continuo confiante na Democracia.
Vasco Lourenço


Voltando à Siderurgia e a título de curiosidade:

Por causa do "gamanço" e à medida que se iam fundindo, foram sendo substituídas as largas centenas de lâmpadas fluorescentes do Canal principal de Cabos  (um Canal subterrâneo estreito, com altura suficiente para uma pessoa, que além dos cabos de Alta Tensão que interligavam duas Subestações Eléctricas, também continha tubagens de diversos fluídos. Um autêntico bunker com mais de 1000 metros), por lâmpadas incandescentes de baioneta.

Recordo que “há bué bué de tempo” e pelo mesmo motivo, esta política tinha sido já adoptada pela CP. Substituíram nas carruagens, todas as lâmpadas de incandescência normais de casquilho Edison, pelas ditas de casquilho de baioneta e mais ainda... com grelhas de protecção.



Um Casquilho adaptador. Baioneta/Edison



* Casos Pontuais
(*) Lembro-me de entrar no armazém Geral algumas vezes em "casos Pontuais" das quais destaco duas que não esqueço.

Foi para fazer um Desenho em Perspectiva para mostrar aos Fiéis o aspecto “sui generis”, que teriam dois pequenos mas valiosos casquilhos, que os livros diziam existir em stock, mas que na realidade, na prateleira existia somente pó.

Dado o seu pequeno tamanho e aspecto invulgar, todos concordaram que os mesmos não teriam sido "roubados" por alguém. De certeza que não estariam já à venda na Feira da Ladra.

Ninguém diria que o material nobre de que eram feitos, fosse super-especial.
Por não poder usar rolamentos, tratavam-se dos casquilhos de reserva da Bomba Principal do Oxigénio Líquido (cuja temperatura de trabalho, ronda os 190º Negativos) da Central de Oxigénio.
A Central tinha parado por uma coisa aparentemente "tão insignificante" mas importantíssima, era pois obrigatório que aparecessem.


Duas ou três horas depois, um responsável do armazém perguntou-me:

Sr. Pimenta. Quantos Quer?. Ao que respondi: Somente os dois constantes nas listas.

Rindo disseram-me... Mentira..Encontramos quatro
"e agora o problema, vai ser justificar o Porquê."
Outra peripécia, foi para encontrar o 
“Turbo de Reserva” de um Gerador de Socorro a Diesel.

Este estava a ser reparado numa firma da especialidade. Da firma, telefonaram-nos dizendo existir um grave problema: o Gerador tem o Turbo “pifado”.

Consultadas as listas, respirou-se de alívio, já que existia um em Stock.
Feita a respectiva requisição urgente, alguém rumou ao Armazém Geral para levantar o mesmo.

Quando todo o mundo esperava que esse funcionário já estivesse a caminho de Lisboa, demos conhecimento à firma de que o mesmo estaria a chegar,
mas pouco depois, tocou o telefone interno dizendo:
Sr. Pimenta, no armazém não encontramos esse material.

Confrontados com o problema, todo o pessoal “Fiéis e infiéis” quase viraram o Armazém do avesso.
Pelo sim e pelo não "mesmo sabendo que custaria uma pipa de massa" telefonou-se para França “directamente para o fabricante” que por acaso tinha um Turbo disponível.

(o motor tinha mais de 30 anos de idade)

Como entretanto no Armazém ninguém encontrava nem vestígios da embalagem, deu-se luz verde para a compra imediata do dito. Foi expedido em “Grande vitesse”, e rapidamente o tal Diesel de Socorro, ficou “pronto a socorrer”.

Uns meses passados toca o telefone. Era o Big Boss do Armazém.

Pimenta?. Lembra-se daquele turbo que não apareceu?...
Pois acaba de ser encontrado!? E sabe onde?...
A servir de escalfeta.

Para não pousarem os pés directamente no cimento por causa do frio e por ser bem há medida, algum dos fiéis meteu o caixote debaixo na secretária.
hehehehe
Uma Nota clarificadora: Chegamos a ser mais de 5000 Siderúrgicos, e a maior parte dos desaparecimentos surgiram, quando começaram  a ser frequentes as adjudicações dos trabalhos a Empreiteiros.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

“Duo Pimenta” na Língua.


Duo PIMENTA


Confesso que fruto da pesquisa que de longe a longe faço digitando o meu nome, já tinha descoberto há algum tempo, estes castiços.

Venenosos o quanto baste, vão dizendo “por defeito”, algumas verdades.

Na altura, tive alguma vontade de colocar aqui o link, mas resisti.

***   ***
Mas hoje que o Manuel Carlos Macedo de Oliveira da 2506 “acho eu” me endereçou, aproveito para lhe agradecer o gesto, e coloco o dito no Blogue a fim de esquecer-mos um pouco a vergonha do acontecido no Quartel de Tancos e não só.


Neste país de inocentes "e de penas suspensas", onde corruptos, trafulhas cretinos e outros vigaristas se sentem como se estivessem num paraíso, tenho dificuldade em encontrar figuras que não tenham nada a ver com “a letra” das canções desta dupla.

Mesmo assim são brandos, pois mais ofensivos seriam, se chamassem “sérios e honestos” à grande maioria das pessoas visadas que a tua imaginação consegue discernir.

  
E como tristezas não pagam dívidas, vamo-nos divertindo com estes Pimentas.


Aproveitando o ensejo, podemos visionar o Grupo BANZA, um grupo pouco divulgado mas divertido de raiz alentejana cujo elemento principal António Farinha (o das anedotas), trabalhou comigo* na Siderurgia Nacional em Paio-Pires no SEIXAL.
"Vê, que não vais dar o tempo como perdido"

(*)- Vários artistas pela “minha” empresa passaram, entre os quais destaco o inesquecível e campeão do mundo “por diversas vezes” Raúl Mendes, do actual Trio - Mendes Harmónica Trio, ou do “antigo” Trio Harmonia.
https://www.youtube.com/watch?v=ucalz13q-J4





terça-feira, 27 de junho de 2017

Lê e pensa...2 vezes

Bastantes vezes nos nossos encontros, surge a ideia de um dia voltarmos ao
"local do crime"

Para esqueceres isso de uma vez por todas, vai lendo este artigo.

Consumidores de Luanda enfrentam preços proibitivos

25/06/2017 Fornecido por ECO - Economia Online


Os cidadãos de Luanda consideram que a capital angolana “não é apenas a cidade mais cara do mundo para expatriados” mas “também para os próprios nativos”, pelo custo de vida, altos preços e limitações na aquisição de bens e serviços.

Os luandenses ouvidos pela Lusa manifestaram-se descontentes com o atual nível de vida marcado por contenção de gastos. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística angolano citados pela Lusa, a inflação registada em 2016 foi de quase 42%.

Augusto Cassua, desempregado, diariamente circula pela cidade à procura de qualquer trabalho para poder adquirir algo para comer num cenário de “preços assustadores”. “Tento fazer alguma coisa, mas não consigo porque aqui tudo é dinheiro e nem sequer tenho alguém que me apoie. Hoje em dia o emprego continua difícil e os preços, sobretudo da alimentação, estão cada vez mais puxados”, contou à Lusa o luandense de 34 anos.

Luanda voltou ao primeiro lugar da lista das cidades mais caras do mundo para trabalhadores expatriados, destronando Hong Kong, segundo o estudo da Global Mercer sobre o custo de vida em 2017.


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Denise Jorge questionou o título atribuído à cidade, considerando ser “uma autêntica brincadeira” o facto de Luanda “nem sequer ter saneamento básico” e ser considerada a mais cara do mundo. A estudante de 29 anos acrescentou que os preços em Luanda “custam os olhos da cara” e lamentou ainda a falta de oportunidades de emprego para jovens.

Os preços dos bens de primeira necessidade em Luanda também deixam estupefacta a estudante Etelvina Capita que disse estar triste com a classificação da cidade face “ao elevado nível de pobreza num país que tem muitos recursos. “É triste".
Tudo está muito caro, começando com os frescos, antigamente com 10.000 kwanzas conseguia comprar frango, costeletas, entrecosto, febras e agora com esse valor apenas compramos uma caixa de frango e mais nada”, lamentou. Esta luandense deixou de comprar legumes, por exemplo, porque “agora é impossível devido aos preços”.

Por seu lado, o psicólogo Josué de Oliveira conta que deixou de adquirir leite para os filhos porque os preços de bens e serviços na cidade de Luanda “dispararam”, lamentando a carência de muitos cidadãos em Luanda. “Mas é muito triste porque há pessoas que passam muito mal para ter pelo menos uma pequena refeição”, observou.

Angola enfrenta desde finais de 2014 uma profunda crise financeira, económica e cambial decorrente da quebra nas receitas com a exportação de petróleo e só entre janeiro e Dezembro de 2016 viu a inflação ultrapassar os 40 por cento, segundo números do Instituto Nacional de Estatística.

Mas alguns existem, que vão afirmar que o que acabaste de ler,
não passa de uma tremenda mentira.
CRISE, qual CRISE ?

Basta veres aqui, a antepenúltima postagem.