sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Peço mil desculpas.

CAMARADAS


Confesso o grave erro que ao longo do tempo tenho cometido,
ao ir buscar exemplos de vigarices e vigaristas a países como o Brasil e até Angola.
Esqueço que nós cá em Portugal, também temos dos mais requintados FILHOS DA PUTA que se pode imaginar.

Por falar neles, não tardará muito para voltarmos a ver sorridentes e na ribalta
 dois ou três cretinos sem vergonha, que por agora estão de nojo
"cá p'ra mim, sempre meteram"
insistindo que sempre foram inocentes.

Para engrossar esta cambada de crápulas vigaristas e sem vergonha,  surge agora este caso da RARÍSSIMAS,
que não é tão raro como se pensa.
Ainda bem, que não somos todos iguais.





Começamos logo à partida, vendo implicados a tentar sacudir a água do seu capote.

Ouve e ri, desta miséria.

Cá p'ra mim, aquele que apregoa aos 4 ventos que nada tem a ver com a coisa, quase de certeza que é exactamente o contrário.


(O pensamento de um conhecido humorista)



Com "tranquilidade" vou-me sentar p'ra ver.



segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Quem quer morrer?

CAMARADA

Já aqui contei histórias do Cacuaco, pela melhor das razôes.

Agora Carrega no vídeo acima, e ficarás a saber mais do Cacuaco e dos cretinos,
que proferiram tão estúpida pergunta.


Para veres muito mais, Acessa o link:




quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Um exemplo, a seguir...

Paraquedista morto em combate

regressa a Portugal 54 anos depois




A filha de um dos militares da Guerra Colonial descobriu "como morreu e onde foi enterrado" o pai através de um "álbum" de fotografias no Facebook de um sargento paraquedista
Um soldado paraquedista morto em combate em Angola em 1963 foi trasladado na semana passada para Portugal e vai ter uma homenagem e cerimónias fúnebres na quarta-feira, no culminar da "batalha de uma vida" travada pela sua filha.
Ernestina Silva chegou na segunda-feira dos Estados Unidos para poder assistir às cerimónias que se vão iniciar às 09:30 de quarta-feira na capela da Força Aérea, em Lisboa, e vão culminar no cemitério de Lobão da Beira, no concelho de Tondela (distrito de Viseu), de onde António da Conceição Lopes da Silva era natural.
O cortejo terá uma paragem na base de Tancos (Vila Nova da Barquinha, distrito de Santarém), para uma homenagem promovida pela União Portuguesa de Paraquedistas, em colaboração com a Força Aérea Portuguesa e o Regimento de Paraquedistas da Brigada de Reação Rápida.
"Queria trazê-lo para Portugal", disse Ernestina Silva à Lusa, contando como nunca se conformou com o facto de o pai, que não chegou a conhecer, ter ficado "abandonado", apenas porque a família não teve, na altura, os meios para custear a sua parte (o Estado colocava os restos mortais em Lisboa, mas a família tinha que pagar o transporte até à aldeia e o funeral - explicou).
Marcada pelas narrativas sobre a personalidade do pai, ouvidas no seio da família paterna, com quem viveu em criança depois de a mãe emigrar para a Alemanha -- "fui criada como se visse o meu pai todos os dias" -, Ernestina partiu aos 22 anos para os Estados Unidos, já casada e com uma filha, mas continuou "sempre à procura".
Foi com a Internet e as redes sociais que finalmente descobriu "como morreu e onde foi enterrado" o corpo do pai.
É de louvar a iniciativa desta Filha.
Conseguiu "um feito" que devia ser e é, obrigação moral "e não só" dos consecutivos des-governos que por cá temos tido.

Até quando esta inércia, para
Repatriar
TODOS os nossos Camaradas?.







sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Os Bólides do Estoril


Caros leitores

Descobri hoje este comentário, que o nosso camarada Furriel vagomestre Fernando Santos da 2505 redigiu, na postagem das Maratonas













******

Folgo muito em saber, que mesmo distante, continuas atento a este blogue.

E Eu a pensar que os bólides do Estoril eram só os com rodas…
Desconhecia esse teu lado.

Cá por mim que me recorde, o meu melhor tempo, foi talvez no tempo da Escola Primária quando fugi "em desespero" à frente do feitor de uma quinta pertencente a um médico.

***
Certo dia a minha Mãe, pediu-me para que no regresso da Escola fosse comprar três ou quatro laranjas ao Doutor Rodrigues. Queria fazer nessa noite, um “petisco” que ainda hoje gosto muito.
Arroz doce.

Para isso deu-me algum dinheiro, que guardei com todo o cuidado.


***
A meio da aula “no recreio” contei aos meus colegas de Classe tal facto, e descobri nesse momento que "habituados* às rabanadas, mexidos e aletria" a rapaziada desconhecia esta iguaria
“hoje tão comum”.

 Convenceram-me a gastar o dinheiro não nesta compra, mas na mercearia, em amendoins. Foram unânimes de que eu chegaria a casa carregando as ditas sem gastar um tostão.

Acabada a aula, eis-nos organizados e prontos, qual seita do Zé do telhado.


Transpor o portão da quinta não foi o mais difícil. Difícil foi, mantermo-nos em silêncio, porque logo após a entrada “talvez devido ao ruído” apareceu desconfiado o Feitor da quinta.
Inexperiente nestas andanças “que me recorde” tremi de medo: Valeu-me a coragem do colega Agostinho “brasileiro” que me incentivou. Mais calmo fiquei, quando “do meu esconderijo” vi que o Feitor após um “varrimento visual", recolheu aos seus aposentos.
……..
Com as camisolas a abarrotar de laranjas, estávamos agora de saída.

O primeiro de nós a ultrapassar o portão com a carga devidamente acondicionada “talvez por se ter livrado da pressão” inadvertidamente (qual Ipiranga) soltou um grito, iupy.

Alertado, escusado será dizer que uns segundos após, apareceu o Feitor.


Todos em debandada e perseguidos, desatamos a correr estrada abaixo até aos Correios, melhor dizendo; às pilhas de postes dos CTT.

Eram postes besuntados de creozote, e empilhados em cima de cubos de granito com cerca de uns 80 cm de lado.
Eram “de gatas” um excelente esconderijo, com diversos pontos de fuga, se necessário.

Mas: Passada a tempestade, não veio a bonança.
Porque ao contabilizarmos os resultados, descobriu-se que na fuga, o movimento ou o eliminar de vestígios, resultou em: zero laranjas.

Tinha agora vários problemas. Arranjar uma justificação para “sem laranjas” enfrentar a minha Mãe, pedir a Deus para que tanto Ela como a Professora não soubessem da odisseia, não ter coragem para voltar à quinta "para defacto, comprar as ditas" com medo de ter sido reconhecido, etc, etc.

Mesmo não tendo sido o 1º, penso que foi nesta fuga “aos 7- 8 anos” que bati o meu Recorde Pessoal.

Lamento que não exista uma lista dessa classificação, tal como existe a do nosso Camarada Furriel Santos.





















Quem diria, e esta heim !...


(*)- Para melhor compreensão: Um Transmontano, filho de Alentejanos,
na escola primária no Minho. Confuso?
Tal como Eu, quando soube.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

A Catástrofe de 1967

Catástrofe de 1967

Relacionado com o tema em epígrafe, recebi do ex-Furriel António Vilela o texto que se segue:
Caros Amigos
É revelador a forma de apresentar e de divulgar as notícias. Como seria hoje a divulgação desta tragédia?
Sou testemunha ocular deste triste acontecimento.

Saí de Santa Margarida na terrível noite do 28 de Novembro no já distante ano de 1967.

Noite de muita chuva, muito frio, acompanhado do muito vento. Fomos só até Alenquer de comboio, porque não se podia ir mais além, pois estavam pontes caídas. Então fomos de autocarros até à Rocha de Conde de Óbidos. Era tamanha a desgraça, que mais parecia que já estávamos na guerra. Ainda me lembro algumas imagens que jamais esquecerei. Tanta era a lama nas ruas, que os bombeiros e os populares ainda não tinham retirado alguns cadáveres. Na guerra felizmente, não tive tamanha desgraça. Tudo isto para continuar a recordar. Um abraço a todos A. Vilela.


Quanto a mim, embora um pouco mais novo, também lembro os dias seguintes a esta tragédia.

Recordo que o meu irmão mais velho (já falecido) Furriel António Pimenta, prestava o Serviço Militar no Quartel de Sacavém e tomou parte no socorro às vitimas de tal desgraça.

Eu, nessa data, trabalhava na The Anglo-Portuguese Telephone Company ou APT, popularmente chamada
“Companhia dos Telefones”.

Tinha acabado de cumprir no dia anterior a esta tragédia, uma tarefa para qual tinha sido nomeado. E qual tarefa pergunta o leitor?

Exactamente: Desmantelar a velha Central Telefónica de Perafita, ainda do tempo de meter a cavilha, já que a mesma,
(Perafita, Freguesia de Matosinhos próxima do Aeroporto do Porto)
tinha sido substituída por uma nova, Semi-Automática.


















Eis-Me aqui sentado, em frente a um PBX, semelhante aos que existiam na Central.

Esta “odisseia” já foi referida algures aqui no blogue, mas vale a pena 
Sintetizar.

Sempre que nós os Técnicos da Secção da Construção (terminávamos a montagem de uma Central “mais moderna”, era comum desmantelar-se dias depois, a Central substituída.
Foi exactamente esta tarefa que na altura me foi atribuída. A equipa que eu chefiava partiu da “base” armada com todo o equipamento necessário.

Chegados ao objectivo, deparamo-nos com uns renitentes parafusos que fixavam o equipamento, que por estarem demasiado corroídos, não saiam nem à lei da bala. Perante tal facto “como ao lado da central existia uma oficina de motorizadas” fui pedir ao Senhor que me emprestasse ferramentas adequadas à situação.
Regressamos então com duas marretas.

Como o objectivo era DESMANTELAR, eis-nos à cacetada, pontapé e canelada aos quase centenários equipamentos e num ápice atingimos o objectivo.

Na tarde do dia seguinte, fui chamado às chefias (não sei se, Ingenheiros, dótores ou coróneis) que me deram a notícia da tragédia em Lisboa e me interrogaram, querendo saber porque é que não usei de mais cuidado, nos trabalhos que fui fazer.
Santa ignorância. Todos “mangas-de-alpaca” tiveram de ser elucidados.
Expliquei-lhes a diferença entre desmontar e desmantelar e entendendo lamentaram o equívoco.
Estavam agora entalados, porque tinham de dar o dito pelo não dito, uma vez que “ignorantes” se prontificaram a enviar a central velha de Perafita, para substituir uma das que foram arrasadas pelas cheias.

Foi isto “em resumo” o que me liga às cheias de 1967



No caso do leitor querer saber tudo ou quase tudo a respeito desta tragédia, carregue no link abaixo, e ficará informado.


domingo, 19 de novembro de 2017

Notícias

Camaradas

Uma vez que  fui o primeiro "de nós" a saber do falecimento deste nosso camarada e amigo Furriel Giga, entendi que deveria dar conhecimento desta infeliz notícia à maior parte "melhor dizendo"
a todos aqueles Camaradas, que tenho o nº de telefone.
Telefonei para todos e Américas até, para o nosso 1º cabo Bernardino, lamentando não ter o numero actualizado do furriel Brito que também reside nesse país, para também o contactar. O nosso Cabo prontificou-se a dar-lhe a infeliz notícia assim que puder.

***
Pois..."nem a talhe de foice"
Esta noite fui surpreendido com uma chamada no Skype do irmão mais novo desse marafado "que também morava na América mas agora mora em Faro", que me deu  o nº actualizado.
Escusado será dizer que, acabada  a falação com o Francisco Brito,
"sabendo que existe uma décalage nas horas" liguei de imediato para o Aníbal Brito
 "O ex-Furriel".

Lamentou a morte  do nosso camarada Giga, e entre algumas lembranças, referiu:
"vamos lá a ver, se pró ano estarei aí para vos encontrar", mais ainda..
"felizmente estou bem de saúde"

Estava a meio desta escrita, quando aqui no Skype apareceu ligado o camarada ex-Furriel vagomestre da  CCS.

CARLOS NEVES

Dado que ainda não tinha lido "as últimas" do nosso Blogue, só agora tomou conhecimento do falecimento do GIGA e na resposta fiquei a saber que
também o Furriel Arvelos nos deixou.
Paz às suas almas.


E é tudo por agora

Recordo o Leitor que sempre que quiser, pode e deve comentar.
Se nos quiser contactar:
manuelmarquespimenta@gmail.com
  

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Mestre Giga e o virar de página.

FURRIEL GIGA

Tenho contado neste Blogue, várias histórias deste "artista", e todas dos tempos da guerra.





Passemos agora, aos tempos da paz:

Intitulava-se Mestre “pintor” e Eu "que até já fui Desenhador" concordava plenamente, porque bastava visitar o seu atelier para verificarmos tal facto.

Sei que existiam dias em que o atelier por vezes mais parecia um Conservatório de música, quando ao abrigo de uma parceria com a Câmara, dava aulas de música à rapaziada.

Outras vezes, mesmo antes de abrir a porta, já o nosso nariz adivinhava que nesse dia a música era outra.
É que em vez de pairar no ar o cheiro a tintas acrílicas ou a óleo.
“Olfatavas” um belo cheirinho a derivados do porco preto.

Se acaso fosse o de orégãos, coentros, poejo até, então as opções eram mais que muitas…
Sopas de cação? Açorda alentejana? Irrequietos caracóis?

Aí… Só entrando.

Repara nesta “frame” que saquei do vídeo, do seu atelier de pintura.






















(Que linda paleta de cores)

Com respeito à mesa, quando lá levei o Furriel Temudo pela 1ª vez,
o cenário era semelhante. 


Infelizmente na vida civil "pró meu gosto", foram poucas as vezes que nos encontramos

“Esta, a Primeira”

Resistia Eu, anos e anos a fio sem comer caracóis, eis senão quando “logo após o 25 de abril” encontrei em Cacilhas este alentejano de Borba. Recordo que era verão e sequiosos fomos comemorar o feliz reencontro num conhecido restaurante.
Aí convenceu-me a comer esses irrequietos animais, descobrindo “mesmo agoniado” que gostei mais das caracoletas grelhadas.
A partir desse dia, de longe a muito longe, tenho comido este que “para muitos” é um grande pitéu, mas que até hoje, ainda não me convence.
(Para beber cerveja, prefiro o marisco do eusébio)

A menos de 200 metros de distância da casa onde moro (Barreiro),
existe esta, dedicada a tal bicho.

Quando "na época alta" passo ao lado deste estabelecimento, costumo ver o pessoal sentado na esplanada comendo-os com satisfação, quase sempre trocando “bocas” com aqueles que "sem primazia" desesperam na fila do take-away.




Voltando ao João Manuel Giga Coelho

Ainda no tempo da guerra, recordo quando nos dizia “porque sou Coelho" no que respeita a filhos, irei ter ninhadas.

(Sei que partiu deixando pelo menos, cinco.)
Tenho na ideia que quando nos encontramos pela primeira vez em Cacilhas, trabalhava numa empresa chamada “Plessey automatic” que entre outras coisas, fazia telefones.

Acho que a partir daqui, trabalhou sempre por conta própria.


Esteve sediado no Alentejo alguns anos, e depois descobri-o morando no Fogueteiro- Amora.
Com a permissão da Junta da Freguesia, tinha já nessa altura um atelier, num pequeno contentor, que foi utilizado pelo empreiteiro como ponto de vendas da urbanização onde morava. Constatei aí, que já acumulava a pintura com a música.

Trabalhou para as Televisões, na feitura de cenários.

Lamento não ter neste momento a possibilidade de mostrar a foto
do um pequeno quadro que um dia me ofereceu
(está em Famalicão).

Fica prometido que a mostrarei, e que o Quadro passará a constar
 "em sua honra" no Altar da 2504, existente no
BAIXATOLA's  BAR.




Entretanto uma vez mais lhe perdi o rasto, e raramente atendia o telefone.

No seu dizer, deslocava-se diversas vezes pelo país e estrangeiro, a fim de mostrar os seu trabalhos de pintura e escultura, nas mais diversas exposições.
 (o Giga também era Escultor)

Essas saídas, impediram-no por vezes de comparecer aos nossos convívios, quer dos Furriéis quer da Companhia.

Quando lhe falava para aparecer e levar o seu violão, dava a entender que queria esquecer os tempos da guerra, dizendo até, que não tinha nenhuma foto desse período.

Teve um restaurante lá prós alentejos, e só há pouco tempo é que o descobri de novo, neste tal atelier na Arrentela-Seixal a poucos metros da igreja e cemitério.
No lado esquerdo “fora da imagem” o atelier, na frente a linda vista, à direita a Igreja e Cemitério.


(O seu Auto-retrato)

Sorrindo, me despeço deste Amigo Sapador
com um desejo no pensamento.

Espero que "como Atirador" quando chegar a minha vez, seja:

TIRO E QUEDA