quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O "ROUBO DE TANCOS"

ROUBO NOS PAIÓIS



Ao ouvir num canal televisivo, dois ex-capitães de Abril (Sousa e Castro e Vasco Lourenço) dizer o que julgavam acerca do tão badalado
Roubo de Tancos

lembrei-me de alguns factos que constatei na Siderurgia Nacional do Seixal "Empresa onde trabalhei" que descrevo, porque acho que podem ajudar a entender o pensamento dos referidos.

Recordo que nos Armazéns da Siderurgia Nacional após os balcões de atendimento, como é normal em todos os Armazéns de Materiais, era estritamente proibida a entrada da generalidade dos trabalhadores.
Só a eles tinham acesso os Fiéis de serviço, excepto como é óbvio, casos pontuais*.

Se o Fiel de Armazém estivesse ausente do balcão, os trabalhadores aguardavam a sua presença após tocarem a campainha de chamada, existente para o efeito.

Portadores das respectivas requisições de materiais (devidamente autorizadas pelas chefias que já tinham confirmado nos livros, a existência dos mesmos) eram entregues aos Fiéis de serviço, que por vezes desapareciam nos emaranhados corredores e mais corredores prateleiras e mais prateleiras, quase sempre (fazendo lembrar o paciente "impaciente" num consultório) resignadamente e ao fim de um bom tempo de espera, lá surgiam com o material requisitado.

Certos materiais eram guardados a sete chaves por serem bastante cobiçados, considerados
 "uma tentação"

Eram os de uso mais comum ou de maior valor monetário, tais como entre muitos:
as vulgares e tradicionais pilhas, os tinteiros das impressoras a cores, as folhas de papel fotográfico, marcadores edding 3000, pequenos acessórios em materiais mais valiosos, exemplo das varetas de cobre electrolítico puro (Material de que também são feitas a grande maioria das pontas dos bons ferros de soldar, um autêntico ouro em qualquer sucateiro), outros em "prata pura" como as membranas das válvulas do cloro, das válvulas de segurança do Nitrogénio, etc etc.

Outros existiam não tão cobiçados, cuja existência nas prateleiras algumas vezes pouco ou nada tinham a ver com a quantidade registada nos livros.

Eram os casos das Correias trapezoidais pequenas, com dimensões iguais às usadas nos automóveis da rapaziada. Das lâmpadas fluorescentes de tamanhos mais correntes em uso nas casas de qualquer um, dos super-conhecidos acessórios galvanizados de 1", de 3/4" ou de 1/2" polegada, do cartão hidráulico de espessura ideal para fazer as juntas dos motores nos carros, as bobines de fio de cobre para bobinagens, etc etc.

Em quase todos os armazéns Sectoriais mais ainda no Geral, estes materiais “sem justificação aparente” tinham por vezes a existência bastante inferior ao devido.
Contrariamente ao que acontece em qualquer “boteco” aqui era impossível na altura da rendição conferir o material existente, que eram aos milhares de artigos.

 Os Fiéis de Armazém baseados na responsabilidade e confiança, assumiam com naturalidade o seu turno, ignorando se o colega anterior por engano ou por ter DESENRASCADO UM AMIGO, alterou aquilo que o computador central irá imprimir baseado nas saídas "justificadas" na próxima atualização dos livros de existências.

Nos largos anos que lá trabalhei, não foram raras as vezes que ouvi um Fiel dizer a alguém: 
Oi camarada. Para Me desenrascares Não TE importas de levar menos quantidade, do que aquela aqui pedida?

Cheguei mesmo a ouvir:
NÃO HÁ MEIO DE HAVER UM BENDITO ASSALTO, PARA AS EXISTÊNCIAS SEREM ACERTADAS.

Ora aqui estava "há cerca de 20 anos" a ideia e uma maneira simples,
de resolver o problema

Eis agora o que à posteriori estes dois Ex-Capitães escreveram:

Um artigo do coronel Sousa e Castro.

E SE EM TANCOS NÃO TIVESSE HAVIDO, NEM ASSALTO, NEM ROUBO NEM FURTO.?
(divagações de um cidadão, num domingo invernoso em pleno verão)

Deixemos o pequeno buraco na rede da cerca do quartel e o arrombamento sem violência da porta do paiol como peças para finalizarmos o puzzle que nos “atormenta”.

1 – Todo o material em falta é material perecível, isto é, não existe uma única espingarda, metralhadora, revólver canhão ou lança mísseis no rol das faltas. Nem sequer um cinturão ou qualquer outra peça do fardamento e equipamento.
Por outras palavras, e clarificando, perecível quer dizer que todo este material em falta, era e sempre foi usado em exercícios militares de rotina ou imprevistos e gasto ali mesmo devendo em bom rigor ser abatido à carga, do paiol ou armazém onde foi requisitado logo após cada exercício.

Era esta prática corrente e usual na tropa do meu tempo. Mas também havia graduados, oficiais, que muitas vezes passavam por cima das dotações estipuladas para cada exercício e descartavam os “resmungos” dos subordinados responsáveis pelo municiamento abusivo extra, com dichotes e palavrões. O resultado era, quem tinha requisitado o material excedido no exercício não o abater e depois, raciocínio comum à época, “logo se veria”.

2 – Para esclarecer cabalmente a natureza “perecível” do material em falta é necessário desmi
stificar a forma ignorante com que muitos, e até alguns experts, quer em jornais quer nas TV´s, induziram na população, a ideia que o material em falta incluía armamento e mais grave mísseis.
Desmontemos pois esta cabala para podermos prosseguir.
a ) Da lista oficial de faltas consta uma munição, impropriamente chamada pelos tais experts, de lança míssil ou míssil, mas que se resume a uma granada anti tanque, lançada de um tubo articulado que após o lançamento é descartável e não reutilizável , tal como acontece com o cartucho que contém a pólvora que provoca a saída duma bala. Tão simples como isto.

Na verdade é uma arma que só pode ser utilizada uma vez, tal como qualquer granada.
Para quem se interessa por estas coisas trata-se de um filhote dos panzerfaust nazis, que até uma criança podia lançar.

Acresce que esta arma, cuja sigla é LAW ( Lhigt anti-armor weapon) foi retirada do serviço em 1983, portanto há TRINTA E QUATRO ANOS e o seu fabrico descontinuado como agora se diz. Com o ridículo alcance de 200 metros e sem sistemas de guiamento autónomos foi naturalmente substituída por misseis de muito maior alcance, guiados por fio ou wireless através de lançadores esses sim, sistemas não descartáveis e de grande valor bélico e financeiro, como o míssil TOW ou o MILAN.

Presumo até que se alguém quisesse negociar no mercado internacional esta arma, não só não teria êxito, como seria alvo de chacota, incluindo dos rapazes do DAESH que estão armados até aos dentes com o armamento mais moderno que há.

Estando em uso no Exército anos e anos a fio fácil é admitir que toda a gente se estaria ca….. como se diz na gíria militar para o seu consumo excessivo e para o acerto das cargas.
b) Todos os outros materiais em falta eram e são obviamente utilizados e consumidos integralmente em exercícios de treino.
3 – Antes de fechar o puzzle uma pergunta que julgo ser a pertinente face ao acontecimento:
- Se havia paióis na zona, vizinhos do “violado”, com certeza com armas sofisticadas, incluindo os tais misseis TOW e MILAN, além de armamento de infantaria pelo menos com valor militar actual, porque foram os hipotéticos assaltantes abrir a porta do paiol com fraco valor.

Não é por acaso que o comentário do secretário geral da NATO a este desaparecimento de material foi a consideração da sua irrelevância.
4 – Acabemos agora o puzzle juntando as ridículas circunstância do pseudo roubo. O buraco na rede e o arrombamento discreto.

Coisa fácil de fazer para quem, acossado pela iminência da entrega do espólio e da prestação de contas das existências tenha sido impelido a optar pela diversão naif.

Boa sorte aos investigadores da PJ e PJM
Do Coronel Vasco Lourenço…

FURTO DE MATERIAL DE GUERRA EM TANCOS

Em primeiro lugar, esclareço a opção por “furto” e não “roubo” ou, muito menos “assalto”.
Opto por furto, pois para haver roubo é necessário que haja violência no furto e só com violência específica é que passa a haver um assalto. Ora o que nós temos pela frente é um simples desaparecimento de material, sem qualquer evidência de violência no facto.

O presumível buraco na rede de protecção não passa disso mesmo, um simples buraco, e não convence ninguém de que não foi posto apenas para disfarçar.

Por isso, a história está, de facto, muito mal contada e é urgente que a vontade expressa pelo Presidente da República se concretize: esclarecer tudo, rapidamente, doa a quem doer!
Nesse esclarecimento, há que dar respostas a questões que se colocam, vindas de diversos quadrantes:
·         Quando se deu o desaparecimento do material?
·         Como desapareceu? Todo de uma vez ou, como muitos opinam, por várias vezes e durante um espaço concreto de tempo? E, neste caso, durante quanto tempo durou o desaparecimento do material?
·         Hipótese mais grave ainda, o material desaparecido chegou a entrar nos paióis ou foi apenas acrescentado à carga dos mesmos?
·         Nestas duas hipóteses, do desaparecimento por várias vezes ou do simples aditamento à carga, de quem foi a responsabilidade da operação, desde o desaparecimento à decisão de acertar as cargas do paiol?
·         No caso de um furto de uma só vez, como foi transportado o material?
Haverá outras questões a necessitar de resposta, mas estas impõem-se desde já para se compreender toda a trama do “assalto aos paióis de Tancos”....

(Mais havia para colocar, mas por ser extenso ficamos por aqui.)

E termina dizendo:
.... É que essas Forças Armadas são demasiado importantes para Portugal, para que permitamos que alguém brinque com elas! Isto, acreditando, como acreditamos, que as mesmas continuem patrióticas e a ser o principal sustentáculo do regime democrático em Portugal!
Por mim, continuo confiante na Democracia.
Vasco Lourenço
Voltando à Siderurgia e a título de curiosidade:

Por causa do "gamanço" e à medida que se iam fundindo, foram sendo substituídas as largas centenas de lâmpadas fluorescentes do Canal principal de Cabos  (um Canal subterrâneo estreito, com altura suficiente para uma pessoa, que além dos cabos de Alta Tensão que interligavam duas Subestações Eléctricas, também continha tubagens de diversos fluídos. Um autêntico bunker com mais de 1000 metros), por lâmpadas incandescentes de baioneta.

Recordo que “há bué bué de tempo” e pelo mesmo motivo, esta política tinha sido já adoptada pela CP. Substituíram nas carruagens, todas as lâmpadas de incandescência normais de casquilho Edison, pelas ditas de casquilho de baioneta e mais ainda... com grelhas de protecção.

Um Casquilho adaptador. Baioneta/Edison



* Casos Pontuais
(*) Lembro-me de entrar no armazém Geral algumas vezes em "casos Pontuais" das quais destaco duas que não esqueço.

Foi para fazer um Desenho em Perspectiva para mostrar aos Fiéis o aspecto “sui generis”, que teriam dois pequenos mas valiosos casquilhos, que os livros diziam existir em stock, mas que na realidade, na prateleira existia somente pó.

Dado o seu pequeno tamanho e aspecto invulgar, todos concordaram que os mesmos não teriam sido "roubados" por alguém. De certeza que não estariam já à venda na Feira da Ladra.

Ninguém diria que o material nobre de que eram feitos, fosse super-especial.
Por não poder usar rolamentos, tratavam-se dos casquilhos de reserva da Bomba Principal do Oxigénio Líquido (cuja temperatura de trabalho, ronda os 190º Negativos) da Central de Oxigénio.
A Central tinha parado por uma coisa aparentemente "tão insignificante" mas importantíssima, era pois obrigatório que aparecessem.


Duas ou três horas depois, um responsável do armazém perguntou-me:

Sr. Pimenta. Quantos Quer?. Ao que respondi: Somente os dois existentes.

Rindo disseram-me... Mentira..Encontramos quatro
"agora o problema vai ser justificar o Porquê".
Outra peripécia, foi para encontrar o 
“Turbo de Reserva” de um Gerador de Socorro a Diesel.

Este estava a ser reparado numa firma da especialidade. Da firma, telefonaram-nos dizendo existir um grave problema: o Gerador tem o Turbo “pifado”.

Consultadas as listas, respirou-se de alívio, já que existia um em Stock.
Feita a respectiva requisição urgente, alguém rumou ao Armazém Geral para levantar o mesmo.

Quando todo o mundo esperava que esse funcionário já estivesse a caminho de Lisboa, demos conhecimento à firma de que o mesmo estaria a chegar,
mas pouco depois, tocou o telefone interno dizendo:
Sr. Pimenta, no armazém não encontramos esse material.

Confrontados com o problema, todo o pessoal “Fiéis e infiéis” quase viraram o Armazém do avesso.
Pelo sim e pelo não "mesmo sabendo que custaria uma pipa de massa" telefonou-se para França “directamente para o fabricante” que por acaso tinha um Turbo disponível.

(o motor tinha mais de 30 anos de idade)

Como entretanto no Armazém ninguém encontrava nem vestígios da embalagem, deu-se luz verde para a compra imediata do dito. Foi expedido em “Grande vitesse”, e rapidamente o tal Diesel de Socorro, ficou “pronto a socorrer”.

Uns meses passados toca o telefone. Era o Big Boss do Armazém.

Pimenta?. Lembra-se daquele turbo que não apareceu?...
Pois acaba de ser encontrado!? E sabe onde?...
A servir de escalfeta.

Para não pousarem os pés directamente no cimento por causa do frio e por ser bem há medida, algum dos fiéis meteu o caixote debaixo na secretária.
hehehehe
Uma Nota clarificadora: Chegamos a ser mais de 5000 Siderúrgicos, e a maior parte dos desaparecimentos surgiram, quando começaram  a ser frequentes as adjudicações dos trabalhos a Empreiteiros.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

“Duo Pimenta” na Língua.


Duo PIMENTA


Confesso que fruto da pesquisa que de longe a longe faço digitando o meu nome, já tinha descoberto há algum tempo, estes castiços.

Venenosos o quanto baste, vão dizendo “por defeito”, algumas verdades.

Na altura, tive alguma vontade de colocar aqui o link, mas resisti.

***   ***
Mas hoje que o Manuel Carlos Macedo de Oliveira da 2506 “acho eu” me endereçou, aproveito para lhe agradecer o gesto, e coloco o dito no Blogue a fim de esquecer-mos um pouco a vergonha do acontecido no Quartel de Tancos e não só.


Neste país de inocentes "e de penas suspensas", onde corruptos, trafulhas cretinos e outros vigaristas se sentem como se estivessem num paraíso, tenho dificuldade em encontrar figuras que não tenham nada a ver com “a letra” das canções desta dupla.

Mesmo assim são brandos, pois mais ofensivos seriam, se chamassem “sérios e honestos” à grande maioria das pessoas visadas que a tua imaginação consegue discernir.

  
E como tristezas não pagam dívidas, vamo-nos divertindo com estes Pimentas.


Aproveitando o ensejo, podemos visionar o Grupo BANZA, um grupo pouco divulgado mas divertido de raiz alentejana cujo elemento principal António Farinha (o das anedotas), trabalhou comigo* na Siderurgia Nacional em Paio-Pires no SEIXAL.
"Vê, que não vais dar o tempo como perdido"

(*)- Vários artistas pela “minha” empresa passaram, entre os quais destaco o inesquecível e campeão do mundo “por diversas vezes” Raúl Mendes, do actual Trio - Mendes Harmónica Trio, ou do “antigo” Trio Harmonia.
https://www.youtube.com/watch?v=ucalz13q-J4





terça-feira, 27 de junho de 2017

Lê e pensa...2 vezes

Bastantes vezes nos nossos encontros, surge a ideia de um dia voltarmos ao
"local do crime"

Para esqueceres isso de uma vez por todas, vai lendo este artigo.

Consumidores de Luanda enfrentam preços proibitivos

25/06/2017 Fornecido por ECO - Economia Online


Os cidadãos de Luanda consideram que a capital angolana “não é apenas a cidade mais cara do mundo para expatriados” mas “também para os próprios nativos”, pelo custo de vida, altos preços e limitações na aquisição de bens e serviços.

Os luandenses ouvidos pela Lusa manifestaram-se descontentes com o atual nível de vida marcado por contenção de gastos. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística angolano citados pela Lusa, a inflação registada em 2016 foi de quase 42%.

Augusto Cassua, desempregado, diariamente circula pela cidade à procura de qualquer trabalho para poder adquirir algo para comer num cenário de “preços assustadores”. “Tento fazer alguma coisa, mas não consigo porque aqui tudo é dinheiro e nem sequer tenho alguém que me apoie. Hoje em dia o emprego continua difícil e os preços, sobretudo da alimentação, estão cada vez mais puxados”, contou à Lusa o luandense de 34 anos.

Luanda voltou ao primeiro lugar da lista das cidades mais caras do mundo para trabalhadores expatriados, destronando Hong Kong, segundo o estudo da Global Mercer sobre o custo de vida em 2017.


****    ****
Denise Jorge questionou o título atribuído à cidade, considerando ser “uma autêntica brincadeira” o facto de Luanda “nem sequer ter saneamento básico” e ser considerada a mais cara do mundo. A estudante de 29 anos acrescentou que os preços em Luanda “custam os olhos da cara” e lamentou ainda a falta de oportunidades de emprego para jovens.

Os preços dos bens de primeira necessidade em Luanda também deixam estupefacta a estudante Etelvina Capita que disse estar triste com a classificação da cidade face “ao elevado nível de pobreza num país que tem muitos recursos. “É triste".
Tudo está muito caro, começando com os frescos, antigamente com 10.000 kwanzas conseguia comprar frango, costeletas, entrecosto, febras e agora com esse valor apenas compramos uma caixa de frango e mais nada”, lamentou. Esta luandense deixou de comprar legumes, por exemplo, porque “agora é impossível devido aos preços”.

Por seu lado, o psicólogo Josué de Oliveira conta que deixou de adquirir leite para os filhos porque os preços de bens e serviços na cidade de Luanda “dispararam”, lamentando a carência de muitos cidadãos em Luanda. “Mas é muito triste porque há pessoas que passam muito mal para ter pelo menos uma pequena refeição”, observou.

Angola enfrenta desde finais de 2014 uma profunda crise financeira, económica e cambial decorrente da quebra nas receitas com a exportação de petróleo e só entre janeiro e Dezembro de 2016 viu a inflação ultrapassar os 40 por cento, segundo números do Instituto Nacional de Estatística.

Mas alguns existem, que vão afirmar que o que acabaste de ler,
não passa de uma tremenda mentira.
CRISE, qual CRISE ?

Basta veres aqui, a antepenúltima postagem.



terça-feira, 20 de junho de 2017

Aqui está uma boa dieta. Broa, Café e Trabalho.

A 2ª fase da minha estadia em Famalicão:

Com as obras quase prontas, fiz neste dia um intervalo.
 Fui visitar o nosso Camarada Mário Oliveira Ribeiro em Vale de São Cosme “ou São Cosme do Vale?” que ao contrário do que muitos terão pensado, não faltou ao 25º Convívio da Nossa Companhia por ter desertado, mas porque “na altura” a sua esposa Maria de Fátima, deu um tropeção dos que não matam mas desmoralizam, porque de ligeiro nada teve.
Fracturou quatro costelas obrigando-a a um repouso "obrigatório".


Foi com Ela que falei a anunciar a minha ida. Nessa tarde, e porque me esqueci do itinerário, fui acompanhado do GPS e do meu Irmão. No entanto, a poucos metros utilizamos o AJP (Abre a Janela e Pergunta) e foi por um triz que não acertamos.

Quando me reconheceu, desceu "com alguma dificuldade" as escadas para me receber.
De seguida chamou o nosso Cabo que não demorou a surgir.

Apareceu sorridente e como sempre, magricela. Comparando os tempos da guerra, com o da sua presença numa sardinhada no meu BAIXATOLA BAR (ver fotos abaixo) e o dia de hoje,
"parece que o tempo para Ele parou”
Acompanhava-o seguro por uma trela, o seu novo e fiel amigo (Lucho).

*** ***

Fiquei a saber que é um grande consumidor de broa com café.
Contou que não há nada que o faça engordar sentindo-se Rijo que nem um Pêro.
“Segundo parece, desde que chegou de Angola nunca foi ao médico”.

Como “técnico” de Minas e Armadilhas, aconselhei-o a que nestas idades não se pode abusar da sorte, pois no que à saúde diz respeito o inimigo espreita, podendo surgir uma armadilha quando menos se espera.

Falemos um pouco desse Lucho;
É o canídeo, que deve o seu nome ao entusiasmo do Ribeiro júnior “um filho portista”, pelo ex-jogador do FCP (Lucho Gonzalez). Não terá o pedigree de um piolhoso qualquer, pois segundo parece, é meio arraçado de Labrador com Cão D’água do Obama. Detesta gatos, tem um pêlo preto luzidío e ao contrário desses, é garantidamente, isento de parasitas.

Garantidamente?!... Exacto.

Tudo porque o nosso 1º Cabo não leu “como deveria” o rótulo do produto de desinfecção que comprou.
Para resolver o problema  parasitário de uma vez, desconhecendo, aplicou-o “concentrado” na barrela que levou a cabo.

Resultado: porque não o diluiu, dizem que até os tim-tins do animal e não só, tiveram de receber fricções de Halibut, a fim de lhe aliviar o incómodo.

Penso que “digo Eu” se perguntarmos ao Lucho, se é amigo de quem o considera fiel, garantidamente e enquanto se lembrar do que sofreu, dirá:

O que me apetece, é ganir...
Esse gajo? Não o posso ver, nem pintado.



A rotina do Ribeiro é diária, e começa bem cedo “quase à hora que me deito”.

Agarra no seu carrinho “qual Avô babado” vai buscar os netos, leva-os às Escolas e restantes actividades. Nos intervalos tem a sua “quinta” para tratar, nomeadamente, dos animais.

Por não compensar o trabalho e a despesa, desistiu da suinicultura.

Mantém a avicultura e pecuária. Esta última, está reduzida a "um touro*” que todos os anos sacrifica para os gastos das casas.

Acima, foto do Casal Ribeiro
na Sardinhada onde foram destaque.

Retirado do Livro de registos, dos Eventos mais significativos, no

BAIXATOLA BAR


Mas nem tudo são rosas...

Segundo parece, a grande habilidade que aplica nestas tarefas, é muitíssimo superior à demonstrada na cozinha. A Esposa que o diga.

Outro senão…
Dá para entender pelo bonito e cuidado jardim existente à entrada da vivenda, que o casal Ribeiro não brinca em serviço. Mais bonito estaria, se uma Ladra que vive “mui cerca” não tivesse o hábito de lhes roubar os vazos da escada. Obrigou-o por isso, a colocar um pequeno portão, afim de impedir o fácil acesso.

Descoberta e ameaçada com a GNR, confessou os crimes, e pelos vistos para já fez um interregno.

********
Infectado com um vírus?

Quem noticiou que a Ucrânia foi o país mais atingido por um vírus e aponta o dedo à Rússia. Quem disse que a Suíça o identificou como vírus ransomware uma nova versão do Petya.
E que a Kaspersky diz que é algo "nunca antes visto" e o Ataque já chegou aos EUA.
Que em Portugal, o SNS (Serviço Nacional de Saúde) adoptou medidas preventivas e há registo de que pelo menos duas empresas foram atingidas.

Quem noticiou tudo isto;
Omitiu que também o nosso amigo Mário Ribeiro, foi uma das vítimas desse vírus informático.

Nessa noite navegava tranquilamente no ciberespaço, quando sem mais nem menos a sua Tablet “faleceu no seu regaço” melhor dizendo, deixou de reagir.

Contou que, passado um pouco...
Um cretino do lado de lá, Sugeria-lhe que telefonasse ou pagasse uma coima para ver o seu aparelho desbloqueado. Mas o Ribeiro fez-lhe um manguito.


Valeu-se dos conhecimentos de um amigo, que lhe formatou a  querida máquina, companheira nas horas d’ócio.

******
Machista?

Posteriormente, pareceu-me ver no Ribeiro uma atitude Machista. e porquê?:


Porque ao lhe dar conhecimento desta minha postagem e seu teor
Ao me ouvir dizer, que a pecuária estava reduzida a um "toura", de imediato e perentório corrigiu-me quase soletrando "toura não",

EU TENHO UM TOURO

Em resumo:

Gostei muito de ver e conversar com o nosso 1º Cabo e sua Esposa Fátima. Pena é que nesta data, ainda não estivesse a 100%.

Rápidas melhoras, são os meus desejos.

A título de curiosidade:

Este nosso amigo, era do 2º Pelotão, pupilo do Furriel Ascendino e do Alferes Marques

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Perguntar, não ofende !...

Responda quem souber...




Nós por cá "que se saiba" nunca existiram falta de camas nem de medicamentos nos hospitais, tudo graças aos governos que sempre tivemos, que nos tem tratado da saúde como ninguém.

SOMOS UM EXEMPLO, EXEMPLAR



quinta-feira, 25 de maio de 2017

quarta-feira, 24 de maio de 2017

BLOGs DO ANO- 2ª Edição

- BLOGs DO ANO -

Camaradas e Amigos:

Verificamos hoje que o nosso Blogue, foi "convidado" através do e-mail
para se inscrever na 2ª edição desta louvável iniciativa.

Em Agosto do ano passado, tivemos a "honra" de participar na 1ª Edição
tal como atempadamente noticiámos aqui no Blogue.
http://ccac2504.blogspot.pt/2016/09/blogsdoanopt-nossa-candidatura.html
Recordo bem a forma simpática como fomos recebidos, pelo intercâmbio das mensagens enviadas e não só.

É com agrado que registamos o convite, mas por agora vamos declinar,
dando lugar aos novos.




Incentivamos pois os nossos leitores, que tenham um Blogue sério e honesto, para que o façam
até 31 de Julho, pois quem sabe;
Sejam bafejados após escrutínio, pela sorte e competência.


Acessa este link, e ficas sabendo de tudo.
http://blogsdoano.pt/



segunda-feira, 22 de maio de 2017